Como comenta o próprio site do Inep, na seção de notas técnicas, a utilização dos resultados do Enem deve ser feita com cautela, uma vez que a perticipação no exame é voluntaria, e faz 2 observações:
- para algumas escolas, a amostra de seus estudantes que participaram do exame é demasiadamente pequena, o que pode tornar sua nota média pouco representativa do conjunto de estudantes da escola.
- mesmo para as escolas com alta taxa de participação no ENEM, a amostra dos alunos de cada instituição pode não representar o desempenho médio que a escola obteria caso todos os alunos participassem. Em termos técnicos, pode haver um viés na seleção amostral.
Portanto, para a realização das análises serão levadas em consideração as escolas que tiveram um índice de participação de 50% ou mais dos alunos que concluiriam o Ensino Médio em 2009, o que torna a comparação mais uniforme, e talvez mais justa. Desta forma, aproximadamente 25% das escolas serão consideradas neste estudo.
Por este critério escolas como a Mobile (SP) e a Integral (Campinas) sairiam do ranking das 10 melhores, por terem menos da metade dos seus alunos avaliados. Logicamente este é um valor arbitrário, e poderíamos estar avaliando as escolas com mais de 75% de taxa de participação, por exemplo. Neste caso, a escola campeã, a Vértice de São Paulo, seria excluida, e a melhor escola do país segundo o Enem, seria o Instituto Dom Barreto de Teresina. Interessante. É justo este critério? Julgue você, pondere. O importante é mostrar que avaliar números e indicadores requer sempre muito cuidado.
Ao analisar o quadro poderia chamar a atenção o fato de apenas 1 escola de São Paulo(interior) estar entre as 10 melhores do Brasil. Uma explicação possível é o fato de haver menor interesse dos estudantes deste estado pelo Enem, uma vez que as universidades estaduais paulistas pouco usam o resultado do Enem nos seus processos de seleção. Cabe ressaltar que apenas 5 estados concentram as melhores escolas: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí e São Paulo. Interessante, né?
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